domingo, 8 de março de 2009

Alegria, quase Amor
















Alegria, quase Amor
Efigênia Coutinho

A alegria e sábia descobridora de amigos.
É a chave que nos abre o escrínio da alma.
A alegria palmilha lugares santos, onde pés
não ousariam; abre sendas que se escondem
dentro de almas puras em sentimentos!...

A alegria é irmã gêmea do otimismo, vê
o possível no impossível, o verossímil do
inverossímil, é um véu de amabilidades
sobre o disforme; tira das ruínas beleza.
Tecendo sonhos de seda e realeza...

Vê grandiosidade nas coisas simples.
Descobre, gemas raras nas pedras brutas!
Vê inédita estatuária no mármore frio.
Escuta suave melodia no órgão mudo!
Sendo noite e madrugada rompendo...

Tão nobre sentimento, faz de ti uma doce
conquista de almas, uma voz mansa tem
mais poder que a força bruta das alavancas.
Na alegria , abrem-se, salas, janelas, portas.
O majestoso sol brilha lavrado de mil luzes.

Na proporção do próprio tempo, a postura
- sitiada ao jardim de delícias a alegria -
Cultiva esta virtude ingente que dulcifica
ao significado da vida e põe o mundo ao teu
lado, ao teu alcance! Alegria é quase amor!

Balneário Camboriú

6 comentários:

José Heitor Santiago disse...

Felizes os que sabem amar;
a alegria dos sentidos!


Belíssimo!

Abraços poema,

jhs

José Carlos Brandão disse...

A alegria nasce do amor.
O amor cria a vida.

Abraços.

Emanuel Azevedo disse...

Fico a pensar, o que tu sentes,
Quando escreves estas belas palavras.
Procuras e buscas no coração,
Como quando se tira,
Aguas, profundas…
Dum fundo coração - poço,
Que vive num fosso…
De um amor não correspondido.
Fico a pensar…
O que tu sentes,
Quando escreves estas belas palavras.

Antonio Paulo disse...

Num encontro
la na linha do horizonte
onde sol e mar abraçam-se

em um local onde estrelas
cintilam e a lua faz morada
lá poetisas enamoradas

buscam inspiração
recebem fluidos
de deuses e cupidos

e nos apresentam
em forma de versos
e poesias seus universos

diferente de nós mortais
nos mostram sempre mais
por isso o sagrado titulo
"Alegria Quase Amor."

Mariz disse...

Salvé querida amiga

Que lindopoema este...vou descobrindo aos poucos até porque estou doente há uns dias e apenas saio de quando em vez, para postar e porque queria acabar o outro blog até ter mais novidades.
Realmente não sabemos muito bem o que é o AMOR.Trazemos dentro de nós o Fio de Prumo que nos dá uma leve lembrança do que seja desde que O conhecemos. NAda mais. E é por essa lembrança que quase exalamos sempre que nos tocam sentimentos/sensações/emoções.
AMOR de VERDADE, só DEUS e o HOMEM MESTRE que por cá andou e alguns - poucos - que nasceram da matéria, porque aqui confunde-se desejo com sentimento e sentimento com egoísmo.
Deixo um beijo terno e parabéns pelo poema.LINDO!!
Sempre..
MAriz

Gaspar de Jesus disse...

Minha cara senhora.
Vim agradecer o honra que me dá em seguir o Arte Fotográfica, e com isso me permitir conhecer este seu ENCANTADOR RECANTO.
cONFESSO-ME UM POUCO "ATURDIDO COM TANTA POESIA"
MA-RA-VI-LHO-SO
Voltarei! é obrigatório!
Bjs
Gaspar de Jesus